A epistemologia genética aborda sobre o sujeito de conhecimento, sujeito epistêmico, que edifica a organização de suas estruturas cognitivas e que através da assimilação e da acomodação, ajusta-se ao meio. O sujeito epistêmico é aquele que edifica em sua mente um tipo de modelo interno do mundo que o cerca, e o prepara, à medida que entra em contato com os estímulos do meio ambiente, aperfeiçoando-se em estágios, ao longo da vida. Na Psicanálise, percebe-se um sujeito desejante, pois trabalha com questões indispensáveis para as explicações dos aspectos inconscientes e transferenciais na aprendizagem. A Psicopedagogia determina seu o próprio sujeito, sujeito próprio da Psicopedagogia o ensinante-aprendente, ou seja, o sujeito da autoria de pensamento (FERNÁNDEZ, 2001).
Para falar da autoria de pensamento, é necessário entender de que forma a inter-relação entre sujeito desejante e sujeito cognoscente dá origem ao sujeito da Psicopedagogia: o sujeito aprendente. No sujeito cognoscente, observa-se a inteligência, a edificação do conhecimento a partir do sistema cognitivo. A Epistemologia Genética pontua a gênese do conhecimento, das questões ligadas ao cognitivo, busca limitar o que é comum a todos os seres humanos no processo psicológico de edificação do conhecimento. O sujeito epistêmico tem seu sistema cognitivo composto por estruturas, onde a unidade é o esquema. Toda e qualquer atitude/ação pede um esquema e caso este não esteja disponível, causa um desequilíbrio provocando o movimento de assimilação (transformação do objeto de conhecimento), acomodação (transformação do organismo). Com a assimilação/acomodação novos esquemas são constituídos e toda a estrutura se transforma voltando ao equilíbrio. A Psicopedagogia trabalha com o movimento de ambos. É no espaço de mudanças entre o sujeito cognoscente e o sujeito desejante que se possibilitará o nascimento do sujeito aprendente (FERNÁNDEZ, 2001).
Vale ressaltar o quanto é importante que o adolescente caminhe em busca de sua autoria de pensamento. Para a educação e para a sociedade onde o indivíduo está inserido, esse assunto é de suma importância. A palavra “autoria" aqui empregada é na condição que um indivíduo tem de definir suas atitudes, consciente de sua intenção e desejo e tendo condições de edificar seu pensamento. Proporcionar autoria é autorizar que alguém seja agente de suas atitudes de maneira segura, consciente. Os indivíduos acostumados a percorrerem modelos, que são submetidos a outras, serão apenas imitações e cópias de pensamentos acabados, prontos, padrões. Esta submissão será uma forma comodista que estes indivíduos encontram para se tornarem (re)produtores (FERNÁNDEZ, 2001).
“O processo de construção da autoria é contínuo e complexo, pois envolve o reconhecimento da autoria de pensamento e o posicionamento diante das modalidades de aprendizagem do sujeito, portanto, da singularidade “ (RUBINSTEIN, 1999 p28)
Aprender afirma um reconhecimento da passagem do tempo, do processo construtivo, o qual encaminha à autoria. Aprender é edificar espaços de autoria e, concomitante é um modo de resituar-se diante do passado (FERNÁNDEZ, 2001).
O sujeito autor do seu pensamento interage com o mundo que o cerca, e por interagir que é um ser social, depende do Outro para aprender interagir. Aprende porque se espelha no outro, porque se vê no outro.
Autoria de pensamento é ter condições de aceitar um pensamento próprio que me distingue do outro, que permita uma separação entre fantasia e realidade e que seja possível modificar-se em um ato/ação (FERNÁNDEZ, 2001).
É preciso alguns requisitos à autoria de pensamento: liberdade, autonomia e criatividade. A liberdade abrange levantamentos de questões crítica interna que se formam a partir de um questionamento externo das necessidades nas quais o eu é formado, um longo desafio individual e coletivo para edificar uma ação. Na autonomia o sujeito pode por si só, através do uso da razão, determinar suas certezas, libertando-se do que a tradição procura impor às consciências. A autonomia intelectual é resultado dos domínios da razão. Já a criatividade tem como uma das características principais, a capacidade de aprender e ver antes alguns resultados de atos imaginados é a possibilidade de fazer modelos do mundo. Ousar, expor, analisar, o desconhecido, obter um resultado favorável, vencer o medo de errar é também praticar a criatividade, é formar-se como um sujeito autor de sua autoria, autor de seu pensamento, é formar-se um sujeito aprendente (LIMA, 1899).
Postado por ALESSANDRA LUCCHETTI
Vale ressaltar o quanto é importante que o adolescente caminhe em busca de sua autoria de pensamento. Para a educação e para a sociedade onde o indivíduo está inserido, esse assunto é de suma importância. A palavra “autoria" aqui empregada é na condição que um indivíduo tem de definir suas atitudes, consciente de sua intenção e desejo e tendo condições de edificar seu pensamento. Proporcionar autoria é autorizar que alguém seja agente de suas atitudes de maneira segura, consciente. Os indivíduos acostumados a percorrerem modelos, que são submetidos a outras, serão apenas imitações e cópias de pensamentos acabados, prontos, padrões. Esta submissão será uma forma comodista que estes indivíduos encontram para se tornarem (re)produtores (FERNÁNDEZ, 2001).
“O processo de construção da autoria é contínuo e complexo, pois envolve o reconhecimento da autoria de pensamento e o posicionamento diante das modalidades de aprendizagem do sujeito, portanto, da singularidade “ (RUBINSTEIN, 1999 p28)
Aprender afirma um reconhecimento da passagem do tempo, do processo construtivo, o qual encaminha à autoria. Aprender é edificar espaços de autoria e, concomitante é um modo de resituar-se diante do passado (FERNÁNDEZ, 2001).
O sujeito autor do seu pensamento interage com o mundo que o cerca, e por interagir que é um ser social, depende do Outro para aprender interagir. Aprende porque se espelha no outro, porque se vê no outro.
Autoria de pensamento é ter condições de aceitar um pensamento próprio que me distingue do outro, que permita uma separação entre fantasia e realidade e que seja possível modificar-se em um ato/ação (FERNÁNDEZ, 2001).
É preciso alguns requisitos à autoria de pensamento: liberdade, autonomia e criatividade. A liberdade abrange levantamentos de questões crítica interna que se formam a partir de um questionamento externo das necessidades nas quais o eu é formado, um longo desafio individual e coletivo para edificar uma ação. Na autonomia o sujeito pode por si só, através do uso da razão, determinar suas certezas, libertando-se do que a tradição procura impor às consciências. A autonomia intelectual é resultado dos domínios da razão. Já a criatividade tem como uma das características principais, a capacidade de aprender e ver antes alguns resultados de atos imaginados é a possibilidade de fazer modelos do mundo. Ousar, expor, analisar, o desconhecido, obter um resultado favorável, vencer o medo de errar é também praticar a criatividade, é formar-se como um sujeito autor de sua autoria, autor de seu pensamento, é formar-se um sujeito aprendente (LIMA, 1899).
Postado por ALESSANDRA LUCCHETTI
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