Psicopedagoga

Psicopedagoga
Alessandra Lucchetti

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Significado da palavra “ brincar ’’

·         Segundo “ Aurélio ’’: ( divertir-se infantilmente: por brincadeira; gracejar; passatempo, ato e efeito )


·         Winnicott: destaca que o brincar e a aprendizagem estão intimamente ligados. Considere que a esfera lúdica, num plano emocional, é revitalizadora tanto quanto mediadora da aprendizagem que, por sua vez, possibilita a criação.

Brincar e a realidade

·         É fundamental brincar com o pequeno desde o nascimento, pois os estímulos visuais, táteis e sonoros das brincadeiras ajudarão serão muito úteis no processo de evolução do bebê. E se você pensa que precisará de brinquedos e apetrechos, saiba que está enganado: os pais são a grande diversão  dos bebês!

Timidez não é defeito

TODA CRIANÇA tem o direito de ficar sozinha e quieta.
Toda criança tem o direito de não ser extrovertida, de gostar de brincar com poucos colegas e de não responder a todas as perguntas que os adultos lhe fazem, inclusive -e principalmente- pais e professores.
A criança tem o direito de ser tímida!
Mas, pelo jeito, estamos roubando esse direito dela.
Já faz um tempo que "participar" das aulas na escola, mesmo que seja falando qualquer bobagem, tem sido uma atitude exaltada e incentivada pela maioria dos educadores.
Receber muitos telefonemas, convites para festas, para brincar na casa de colegas da escola ou mesmo para viajar no final de semana tem sido tratado como índice de boa socialização.
Os pais, em geral, se preocupam quando os filhos, mesmo os menores de seis anos, não são "populares" entre seus pares.
Mas o problema é que, agora, estamos exagerando. Não basta considerar a timidez um defeito: queremos transformar essa característica em patologia, tratar.
Isso já é demais.
A mãe de um menino de dez anos me escreveu contando que a escola que seu filho frequenta promoveu uma palestra para os pais com o título "Como tratar as crianças tímidas". Ela foi, ouviu tudo e voltou preocupada.
Agora, essa mãe acredita que precisa levar o filho para um tratamento psicológico porque, segundo aquilo que ouviu na escola, ou pelo menos o que interpretou do que lá foi dito, o futuro do filho não será lá muito promissor caso ele não consiga superar a timidez que hoje apresenta.
No mundo da diversidade, não suportamos as diferenças, é isso?
Queremos que nossos filhos tenham todos os brinquedos que os colegas têm. Queremos que viajem para os mesmos lugares que seus pares contam ter visitado, que usem as roupas e os calçados das mesmas marcas que a maioria dos colegas e que se comportem de modo semelhante ao da maioria.
Acreditamos que crianças padronizadas e uniformes formam um grupo, e que os diferentes são excluídos dele.
Isso é uma grande violência que nós praticamos contra os mais novos.
Afinal, será que desconhecemos que o mundo tem lugar para todo tipo de pessoa?
Será que ninguém conhece adultos bem-sucedidos em sua profissão e que são extremamente tímidos na vida social?
Conheço pessoalmente vários casos assim e, por leitura de biografias, muitos outros. Escritores, cientistas com renome internacional, artistas, professores etc.
E adultos muito extrovertidos, com uma vida social intensa e uma rede de conhecidos enorme, mas que apesar disso são infelizes e não realizados na vida: será que ninguém conhece?
Temos tratado as crianças de uma maneira muito pouco respeitosa. Não suportamos que elas sejam muito ativas, rebeldes, que fiquem tristes, que reclamem, que desobedeçam, que queiram ficar quietas, que não parem que sejam tímidas.
Ora, queremos formar uma massa de crianças medianas ou medíocres?
Vamos deixar as crianças tímidas em paz. Elas podem mudar na adolescência. Aliás, as muito extrovertidas também podem se transformar em tímidas nessa mesma época da vida.
Timidez não é defeito, tampouco doença. É apenas uma característica e, se a criança tiver oportunidades de ser aceita e reconhecida da maneira como ela é no momento e aprender a não permitir que esse seu traço impeça a sua vida de acontecer, ela crescerá de acordo com seu potencial e conseguirá, sim, encontrar meios de viver de acordo com esse seu jeito de ser.
Se, ao contrário, insistirmos para que ela altere essa sua característica, aí sim, nós poderemos atrapalhar o seu desenvolvimento e prejudicar o seu autoconhecimento, o que é fundamental para qualquer pessoa viver melhor.

Fonte: ROSELY  SAYÃO é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?"

sexta-feira, 8 de abril de 2011

DISLEXIA

É muito comum notar na sala de aula alguns alunos que têm dificuldade em aprender. Nem sempre é preguiça ou falta de interesse. Eles podem ter dislexia, um problema (distúrbio) de linguagem que atrapalha o aprendizado das crianças.

Segundo dados da Associação Brasileira de Dislexia, cerca de 10% dos alunos da rede de ensino no Brasil têm esse distúrbio. São crianças que penam para ler, escrever, interpretar textos e memorizar, pois trocam uma letra por outra, escrevem letras a mais ou a menos...  Não é doença

A dislexia é hereditária (passa de pai para filho), mas não é uma doença. É uma disfunção neurológica (do sistema nervoso): "a informação faz um caminho mais longo e demora um pouco mais para se processada", explica a psicóloga Mônica Bianchini.

Ajuda especializada
O distúrbio é identificado entre os 7 e os 14 anos, quando as crianças começam a ter problemas na escola. Quanto mais cedo a dislexia for detectada, melhor, pois mais rápido o tratamento (com psicólogos e fonoaudiólogos) vai fazer efeito!

FONTE:

sábado, 26 de março de 2011

Medo de Aprender

É comum de todo ser humano a busca pelo equilíbrio, estar em consonância com o corpo, com a mente e com o meio em que vivemos, mesmo que inconsciente, é a performance das nossas lutas diárias. Quem não tem medo do novo, das novas experiências? Mas também, quem não tem vontade de se arriscar, de ir além e tentar? Com as crianças não é diferente, elas buscam suas realizações e buscam resolver seus conflitos o tempo todo.
Aprender é bem mais que um costume, ou algo embutido na sociedade para elevar o conhecimento, falamos aqui de uma aprendizagem característica da racionalidade humana, cujo aprender é uma necessidade e não uma formalidade. E por ser uma necessidade, não adianta tentar fugir, de uma forma ou de outra depararemos com alguma situação envolvendo algum de tipo de aprendizagem.
Ter medo de aprender é muito comum, a busca do equilíbrio pessoal começa travando em nossa mente uma guerra entre conceitos prontos e a construção do nosso próprio pensamento através da lógica e da nossa experiência, exigindo o tempo todo um novo olhar daquilo que tivemos um primeiro contanto para gerar a zona de aprendizagem. Dessa forma, “o medo de aprender é, portanto, desencadeado pelo antagonismo que existe de fato entre as exigências da aprendizagem, legítimas e incontornáveis, e os meios que certas crianças empregam para manter seu equilíbrio psíquico”, escreve Boimare (2007).
Resguardar-se, não participar, calar-se para a aprendizagem é uma forma utilizada pela criança para se manter numa zona de conforto. Pensam que o silêncio ou o anonimato podem tornar a vida mais fácil, sem cobrança, sem avaliações, sem motivos para “sofrer” demais. Nas tentativas de desenvolver a aprendizagem infantil, muitos professores aplicam métodos forçando a criança a aprender, como se a aprendizagem pudesse ser forçada.
Imagina-se uma criança que sabe declamar uma poesia perfeitamente, chama atenção de todos pela beleza que usa as palavras rimadas, essa criança pode não saber nada de poesia, pode não saber nada sobre a construção histórica do texto poético e, mesmo assim, declama muito bem o texto. Neste caso vê-se uma aprendizagem mecânica – se copiar uma poesia dez vezes poderia qualquer criança, decorar e declamar uma poesia. Entretanto, se o aprender é instigado através da própria realidade e das exigências emplacadas pela aprendizagem, da necessidade de aprender, a criança estabelece um vínculo entre a vontade, complexidade e exigências da própria aprendizagem.
O professor deve atentar-se para as aprendizagens forçadas, não se pode forçar o aluno a fazer aquilo que para aquele momento não é interessante. Não se deve generalizar este caso, mas seria bem mais interessante e aplicável questionar acerca do estado físico e emocional da criança no momento de se apresentar novos ensinos. Provocando o medo de aprender e insegurança de tentar, resistindo e criando suas próprias barreiras na concepção de novas aprendizagens.

Ai a autodesvalorização cede lugar aos medos de colapso, de abandono, de fragmentação, de perda de unidade, de vazio interior, de carência em relação às necessidades fundamentais. Logo então compreendidos, ao ver essas crianças trabalharem intelectualmente, o quanto o próprio instrumento – seja de memória, sejam os parâmetros psicomotores, a concentração e até o manejo de linguagem – pode ficar perturbado, ou mesmo prejudicado, com a aproximação desses medos. (Boimare, 2007, pag 26)


Em vista disso, e com base nos estudos de Boimare, pode-se concluir que o importante é não permitir que aprendizagem se perca e se corrompa, a zona de conflito provocado pelo medo de aprender deve ser mediada pela observação feita pelo professor e pelo cuidado de não forçar a aprendizagem. Compreendendo que o aprender é uma necessidade exigida internamente e individual, e que não pode ser confundida com uma formalidade forjada e calculista.


Postado por Alessandra Lucchetti

TAREFA DE CASA

A tarefa de casa é um momento especial para que o aluno reforce os conteúdos trabalhados em sala de aula.
Muitas vezes, a família não percebe sua importância para a vida escolar do estudante, propondo outras atividades no horário que deveria ser destinado a esse fim.
Criar uma rotina e horário de estudo para ser seguida em casa, ajudará o estudante a memorizar os conteúdos, compreendê-los e se sentir seguro para realizar as provas.
A tarefa de casa não precisa estar, necessariamente, ligada ao conteúdo que o professor trabalhou, mas pode ser uma oportunidade de ter contato com um novo assunto, que será abordado em outras aulas, como disparadora de um tema.
Por trás das tarefas de casa sempre há um objetivo que o professor quer atingir, motivo pelo qual os estudantes devem levá-la a sério.
Pesquisas na internet, em jornais ou em revistas proporcionam um contato com o cotidiano de nossas vidas, além de favorecer a relação do aluno com a leitura, elemento fundamental para o desenvolvimento de uma boa escrita.
Os pais podem e devem ajudar os filhos no que diz respeito à interpretação dos enunciados das tarefas, orientar as pesquisas, sugerir ideias para os trabalhos, mas nunca assumir a responsabilidade das mesmas, fazendo-as no lugar dos filhos.
Em consequência da vida moderna, os pais trabalham muito e quando chegam em casa não querem ajudar. Se a família orientar o estudante quanto aos horários em que deve fazer suas tarefas e ainda que estas devem ser feitas com responsabilidade, aos poucos o mesmo irá perceber que é como as outras atividades de sua rotina, como arrumar e organizar seus objetos ou brinquedos depois de usá-los.
O que não pode acontecer é a família se negar a dar apoio, pois muitas vezes a criança ou jovem não consegue mesmo entender o solicitado, e fazem desse momento alvo de tensões e desentendimentos entre pais e filhos.
Mentir aos pais dizendo que a tarefa foi feita também é um fator agravante na rotina escolar. O aluno que não cumpre com seus deveres, não entrega trabalhos e não faz as tarefas, costuma perder pontos que poderiam lhe ajudar no fechamento das médias do bimestre.


Postado por Alessandra Lucchetti

sexta-feira, 25 de março de 2011

Autoria de Pensamento

A epistemologia genética aborda sobre o sujeito de conhecimento, sujeito epistêmico, que edifica a organização de suas estruturas cognitivas e que através da assimilação e da acomodação, ajusta-se ao meio. O sujeito epistêmico é aquele que edifica em sua mente um tipo de modelo interno do mundo que o cerca, e o prepara, à medida que entra em contato com os estímulos do meio ambiente, aperfeiçoando-se em estágios, ao longo da vida. Na Psicanálise, percebe-se um sujeito desejante, pois trabalha com questões indispensáveis para as explicações dos aspectos inconscientes e transferenciais na aprendizagem. A Psicopedagogia determina seu o próprio sujeito, sujeito próprio da Psicopedagogia o ensinante-aprendente, ou seja, o sujeito da autoria de pensamento (FERNÁNDEZ, 2001).
Para falar da autoria de pensamento, é necessário entender de que forma a inter-relação entre sujeito desejante e sujeito cognoscente dá origem ao sujeito da Psicopedagogia: o sujeito aprendente. No sujeito cognoscente, observa-se a inteligência, a edificação do conhecimento a partir do sistema cognitivo. A Epistemologia Genética pontua a gênese do conhecimento, das questões ligadas ao cognitivo, busca limitar o que é comum a todos os seres humanos no processo psicológico de edificação do conhecimento. O sujeito epistêmico tem seu sistema cognitivo composto por estruturas, onde a unidade é o esquema. Toda e qualquer atitude/ação pede um esquema e caso este não esteja disponível, causa um desequilíbrio provocando o movimento de assimilação (transformação do objeto de conhecimento), acomodação (transformação do organismo). Com a assimilação/acomodação novos esquemas são constituídos e toda a estrutura se transforma voltando ao equilíbrio. A Psicopedagogia trabalha com o movimento de ambos. É no espaço de mudanças entre o sujeito cognoscente e o sujeito desejante que se possibilitará o nascimento do sujeito aprendente (FERNÁNDEZ, 2001).
Vale ressaltar o quanto é importante que o adolescente caminhe em busca de sua autoria de pensamento. Para a educação e para a sociedade onde o indivíduo está inserido, esse assunto é de suma importância. A palavra “autoria" aqui empregada é na condição que um indivíduo tem de definir suas atitudes, consciente de sua intenção e desejo e tendo condições de edificar seu pensamento. Proporcionar autoria é autorizar que alguém seja agente de suas atitudes de maneira segura, consciente. Os indivíduos acostumados a percorrerem modelos, que são submetidos a outras, serão apenas imitações e cópias de pensamentos acabados, prontos, padrões. Esta submissão será uma forma comodista que estes indivíduos encontram para se tornarem (re)produtores (FERNÁNDEZ, 2001).

“O processo de construção da autoria é contínuo e complexo, pois envolve o reconhecimento da autoria de pensamento e o posicionamento diante das modalidades de aprendizagem do sujeito, portanto, da singularidade “ (RUBINSTEIN, 1999 p28)

Aprender afirma um reconhecimento da passagem do tempo, do processo construtivo, o qual encaminha à autoria. Aprender é edificar espaços de autoria e, concomitante é um modo de resituar-se diante do passado (FERNÁNDEZ, 2001).
O sujeito autor do seu pensamento interage com o mundo que o cerca, e por interagir que é um ser social, depende do Outro para aprender interagir. Aprende porque se espelha no outro, porque se vê no outro.
Autoria de pensamento é ter condições de aceitar um pensamento próprio que me distingue do outro, que permita uma separação entre fantasia e realidade e que seja possível modificar-se em um ato/ação (FERNÁNDEZ, 2001).
É preciso alguns requisitos à autoria de pensamento: liberdade, autonomia e criatividade. A liberdade abrange levantamentos de questões crítica interna que se formam a partir de um questionamento externo das necessidades nas quais o eu é formado, um longo desafio individual e coletivo para edificar uma ação. Na autonomia o sujeito pode por si só, através do uso da razão, determinar suas certezas, libertando-se do que a tradição procura impor às consciências. A autonomia intelectual é resultado dos domínios da razão. Já a criatividade tem como uma das características principais, a capacidade de aprender e ver antes alguns resultados de atos imaginados é a possibilidade de fazer modelos do mundo. Ousar, expor, analisar, o desconhecido, obter um resultado favorável, vencer o medo de errar é também praticar a criatividade, é formar-se como um sujeito autor de sua autoria, autor de seu pensamento, é formar-se um sujeito aprendente (LIMA, 1899).

Postado por ALESSANDRA LUCCHETTI

Adolescente - Família - Escola - Sociedade

Para compreender o adolescente é necessário primeiramente compreendê-lo enquanto criança e como sua base foi edificada.
Em geral o bebê nasce, cresce, vive e atua em um mundo social. É na ação recíproca com outros indivíduos que as necessidades do ser humano tendem a ser atendidas. Essas necessidades são indispensáveis em sua própria sobrevivência física, psicológica. Também é fundamental que através do contato humano que a criança aprende a linguagem e por meio dela, começa a se comunicar com outros indivíduos e ordenar, classificar e organizar seu pensamento.
E que a partir da base e formação que essa criança recebe, e vivendo em sociedade, que capta e aprende projetar, planejar, direcionar e analisar o seu esforço e movimento, e que ao longo desse processo, ela pratica alguns erros, pense e pondere sobre ele, desafia a possibilidade de corrigí-los, experienciando, vivenciando novas sensações, sentimentos, fases de ansiedades e de tranqüilidade. Todo esse processo vem edificando-o enquanto ser e lhe dando uma base mais sólida para que possa crescer, desenvolver, amadurecer e começar a ter suas atitudes e pensamentos próprios, se descobrindo enquanto um adolescente (sujeito) transformador e capaz de trilhar seu caminho rumo a sua autoria de pensamento tornando-se assim um sujeito autor de sua própria história, pois também na interação e convívio com a sociedade, através das atividades práticas realizadas, que se criam as condições para o aparecimento da consciência, que é a capacidade de diferenciar entre as propriedades objetivas e estáveis da realidade e aquilo que é vivido subjetivamente.
O adolescente (sujeito) passa por um processo de desenvolvimento, do qual edifica de modo ativo as relações que estabelece com o mundo físico e social, suas características.
O adolescente passa por varias transformações, cada qual em idades diversificadas, e não podem fazer nada a não ser esperarem por essas transformações. Muitas vezes essa espera causa certa tensão considerável, principalmente quando as mudanças vieram tardiamente. Não se refere apenas à mudança sexual, mas também no sentido de crescimento físico, cognitivo e emocional.
Somente a passagem do tempo e a experiência do viver farão com que o adolescente (sujeito) aceite de modo gradativo a responsabilidade por tudo que está ocorrendo no mundo da fantasia pessoal, o adolescente se encontra num processo de crescimento.
Na fase do crescimento o adolescente, vai se tornando independente, e começa ir em busca do mundo adulto. O crescimento do adolescente se dá não apenas por algo que seja herdado, mas também por fazer parte de um meio ambiente facilitador
Na visão interacionista enfatiza-se que o organismo e o meio desempenham ação recíproca. Uma afeta o outro e essa interação provoca transformações sobre o indivíduo. É, pois, na ação da criança com o mundo físico e social que as características e singularidades desse mundo vão sendo conhecidas. Para cada criança, a edificação desse conhecimento demanda elaboração, ou seja, uma ação sobre o mundo. É partir dessa ação da criança com o mundo, que vai capacitando, desenvolvendo-o, e no decorrer de seu desenvolvimento, e, quando atinge sua fase da adolescência, se percebe como um ser independente, transformador, com suas habilidades e capacidades, edificando-se no processo de sua caminhada rumo a suas buscas, conquistas, realizações, e assim uma estruturação emocional e física, dando-o condições de ser um sujeito autor       
Ressalto ainda que a Família-Escola-Sociedade contribuem para a formação do adolescente à caminho de sua autoria de pensamento, possibilitando assim uma base em seu aprendizado enquanto sujeito autor de sua própria história.
Os pais e educadores, apesar das modificações pelas quais passam a família, esta permanece como a base de toda influência no comportamento, no emocional e na ética do adolescente.
A família e a escola passam ser um meio de apoio e estímulo, fortificando assim o ser humano, marcando sua vida. A parceria, a relação entre família e escola necessita ser fortificada e ambas com vistas à realização de um objetivo comum, pois quanto melhor for a parceria, mais positivos serão os resultados na formação do sujeito.
A parceria entre Família-Escola-Sociedade que se estabelece de maneira direta ou indireta com o sujeito que irá contribuir e fazer um diferencial na constituição do sujeito

postado por Alessandra Lucchetti

segunda-feira, 21 de março de 2011

ROTINA DA CRIANÇA

A IMPORTÂNCIA DA ROTINA PARA A CRIANÇA.

A rotina é fundamental, principalmente na vida da criança. Desde o seu nascimento, deve-se estabelecer horários determinados, principalmente no que se refere a  alimentação, higiene (banho) e sono.

Na medida em que a criança cresce, suas responsabilidades e atividades também tendem a aumentar. E fica ainda mais necessário o estabelecimento e a manutenção da rotina.

A rotina representa segurança, pois é previsível não gerando ansiedade e/ou desorientação.

É importante que a criança mantenha uma rotina diária  com hora  para acordar, brincar, ver TV, alimentar-se, ir à escola e realizar suas atividades extracurriculares (natação, judô, balé, inglês...)

Quando a criança iniciar sua vida escolar com deveres de casa, estes também deverão fazer parte da rotina, com horários pré-estabelecidos, o que irá acarretar uma melhor organização.

No início, poderá ser difícil manter a rotina, mas a perseverança por parte dos pais e cuidadores contribuirá para a adaptação.

A rotina não deve ser vista como sendo rígida e estática. Ela deverá sim ter uma espinha dorsal, mas com mobilidade, quando necessário.

É bom lembrar que não adianta querer estabelecer rotina para a criança e para a casa, se os pais não a respeitarem. É fundamental que todos façam pelo menos uma refeição com a criança; que nesta rotina possua um momento da família (pai, mãe, filhos), enfim, pessoas que morem na casa. Este momento poderá ser escolhido pela família, pois rituais também são importantes para as crianças.

A família deverá observar e manter a rotina de sábado, domingo e feriados.

A flexibilidade nas exceções é importante desde que não signifique burlar as regras, os combinados que deverão ser levados em conta na grande maioria do tempo.

No final do dia é adequado que os responsáveis revejam o dia junto com a criança. O que aconteceu no dia dela, se conseguiu manter a rotina. Se não, verificar o porquê e recapitular o que irá acontecer no dia seguinte.

A rotina bem estabelecida gera organização e segurança.


COMO OS PAIS PODEM AJUDAR?


01. Antes de cobrar o cumprimento das tarefas, converse com a criança para saber se ela está sentindo alguma dificuldade.

02. A criança precisa de certa autonomia para desenvolver responsabilidade. Não faça tudo por ela. Isso vale até para as primeiras lições da pré-escola, que devem ser vistas como uma forma de estudo.

03. Criança precisa de organização. Cabe aos pais estipular os horários para estudar e brincar. Isso é fundamental para que a criança estabeleça uma rotina de estudo.

04. Na hora de estudar, a TV fica desligada, e o irmão menor brinca em outro lugar. Ambientes agitados interferem na concentração.

05. Não imponha uma maneira de estudar, porque isso varia muito de pessoa para pessoa. Com a idade, a criança descobre quais métodos são mais eficazes para ela.

06. Sempre que possível, retome com a criança a matéria que foi dada em sala de aula. Com o tempo, isso se tornará um hábito, e a criança fará a revisão sozinha.


O QUE OS ESTUDANTES PRECISAM SABER?


01. Prestar atenção durante a aula é primordial para entender o assunto. Na maioria das vezes, só ler depois não é suficiente.

02. As anotações também são importantíssimas. Acostume-se a anotar as explicações e os exemplos dados pelo professor.

03. Não adianta estudar apenas na véspera da prova. É necessário estar em dia com a matéria. Encare o estudo após as aulas como uma das tarefas do seu dia-a-dia.

04. Só leitura e "decoreba" não bastam para aprender. É preciso fazer exercícios e entender aquilo que está sendo proposto, principalmente nas matérias da área de exatas.

05. Para lidar com as novas informações e compreendê-las, tente sempre associá-las a sua realidade. Para entender melhor o que acontece ao seu redor, leia jornais e revistas.

06. Fazer descobertas é uma ótima forma de estudo. Se você tem acesso à internet, aproveite para pesquisar, mas não fique só no "copiar e colar". Procure refletir sobre as informações que encontrar e interpretá-las.

Referências:
SOARES, M. R. Z.; SOUZA, S. R. de; MARINHO, M. L. Envolvimento dos pais: incentivo à habilidade de estudo em crianças. Estud. psicol. (Campinas), dez. 2004, vol.21, no.3, p.253-260.
BARBOSA, A. R.; MELO, A. F. de; REGO, F. S.; CRISTIANINI, M. C.; Estresse – Uma proposta de intervenção. IV Jornada Científica AVAPE, 2001.
 Postado por Alessandra Lucchetti

Nino quer um amigo.

- Nino, por que você está sempre tão cabisbaixo?
Nino vivia triste. Ele se sentia sozinho. Ninguém queria ser amigo dele.
Pobre Nino.
Um dia, na praia, ele ficou esperançoso de encontrar um amigo.
- Ah, um menino. Quem sabe..., e tentou chegar perto dele.
Mas o menino virou para o lado, cavou um buraco.
E ainda jogou areia no Nino.
Coitado dele.
Outro dia, na escola, ele tentou puxar conversa com um colega de turma. Olhou para a menina, que era toda sardenta, uma graça. Esboçou um sorriso e tentou puxar assunto.
Mas estava tão assustado a ficar calado e sério que as palavras demoraram a sair de sua boca.
A menina bonitinha desistiu de esperar que ele dissesse alguma coisa.  Virou-se de costas e foi brincar com uma amiga.
Coitadinho do Nino.
Nem os animais pareciam querer seus amigos.
Uma tarde, Nino viu um menino com um cão passeando na praça.
Ficou com vontade de agradar o cachorro, mas ficou com medo que ele mordesse.
Fez um agrado bem tímido.
O cão nem aí para ele.
Que pena, Nino.
Até que um dia, ele tinha desistido de procurar.
Pensando em por que quanto mais tentava encontrar um amigo, mas sozinho se sentia...
Ficou distraído, pensando, e adormeceu.
Quando acordou, olhou-se no espelho.
Enquanto escovava os dentes, percebeu que fazia muitas caretas.
Achou engraçado. Enxaguou a boca e continuou brincando com o espelho.
Era riso daqui, era riso de lá. Era língua do Nino e língua do espelho. Piscadela aqui, piscadela ali. Começou ali uma verdadeira folia. Era um jogo de reconhecimento entre Nino e sua imagem no espelho. E não é que Nino era bem engraçadinho? Ele mesmo nunca tinha reparado nisso antes.
Que cara legal era o Nino.
Que garoto charmoso, bem humorado!
Nino ficou encantado com seu espelho.
Fez-se ali uma grande amizade.
E depois dessa amizade surgiram muitas outras.
Nino hoje é um cara cheio de grandes amigos. Incluindo ele mesmo.
Valeu, Nino.                                                                               


Fonte: Revista Nova Escola  Outubro 2006

Postado por Alessandra Lucchetti
                                                                 

A criança aprende mais pelo que vê do que pelo que ouve

DICAS
Isso quer dizer que seu exemplo de vida, papai e mamãe, vai ficar impregnado em seus filhos muito mais do que discursos ou sermões.
Não siga o ditado "faça o que eu digo, mas não faz o que eu faço". Não dá certo. Por isso é que os filhos se parecem com os pais, porque imitam tudo o que os pais fazem e dizem. Eles copiam o jeito de falar, de agir, de comer, de se vestir, de andar, etc. Vocês pais são os referenciais de conduta de seus filhos. Vocês são os heróis dos pequenos. Seja um herói de verdade. Seja um herói do bem, um herói positivo.


Crianças precisam brincar. A brincadeira faz parte de seu desenvolvimento, amadurecimento, socialização e interação com o mundo que o rodeia. Quando a criança nasce ela não sabe brincar, precisa aprender. E quem vai ensinar essa criança a brincar? Os pais, principalmente, mas também os outros adultos que convivem com ela. Como? Brincando com ele(a) e não mandando "vai brincar".
Papai e mamãe, brinquem com seu filho com brincadeiras simples que possam ser um momento delicioso para eles e para vocês também.
Bater Não Educa

Bater não educa. Por quê? Porque quando os pais batem é porque estão cansados, estressados, nervosos ou brigaram com alguém e não conseguem resolver a situação com os filhos de outra maneira. Então vai um tapa, ou vários. Ferem, machucam, agridem os filhos e, no fundo, também os pais. Pode mudar o comportamento? Talvez. Educa? NÃO. Como resolver? Estabeleça regras, um método de disciplina (que é ensino, não castigo!).  BRINCAR Educa


PSICOPEDAGOGAS ALESSANDRA LUCCHETTI E ELAINE LUCCHETTI

Brincando Criamos o Mundo

          Este pensamento de Nietzsche nos traz a seguinte questão: Brincar é coisa séria? Paradoxalmente, sim! E quantas coisas acontecem quanto ao desenvolvimento cognitivo, emocional e maturacional da criança quando ela brinca! Basta observar crianças brincando, totalmente absorvidas e concentradas, para perceber que algo de grande importância está acontecendo.
           E que imenso pesar deveríamos sentir ao nos depararmos com uma criança ou um adulto incapaz de brincar... quando o brincar não é possível!

           Convido, então, a todos, para um mergulho no sentido e no significado do brincar.
           Brincar conduz ao vínculo e aos relacionamentos grupais. A palavra brincar, etimologicamente falando, vem do latim e tem como radical a palavra “brinco”, que significa, na sua raiz morfológica, “vinculu / vinculum”. Brincar, portanto, constitui-se numa atividade de ligação ou vínculo com algo em si mesmo e com o outro.  Ao brincar com alguém, a criança introduz seu próprio brincar e experencia a aceitação e a não aceitação de idéias de outras pessoas. Está assim, preparando o caminho para um viver compartilhado, um relacionar-se com o outro e com a vida.

             O primeiro brincar da criança é com seu próprio corpo. Ao brincar, a criança constrói o seu próprio corpo. Ao longo do primeiro ano de vida da criança, já é possível observar o brincar quando o bebê se lambuza com muito entusiasmo, formando uma película homogênea com uma mistura de muco, baba, sopa, remelo...  Esta película homogênea, formada por estes episódios de lambuzeira, passa a ser uma parte do próprio corpo do bebê, uma pele que o circunscreve e traz a sensação de contorno e de limite. Famílias muito preocupadas com a higiene podem dificultar esta experiência constitutiva.

            Ao brincar, a criança vive uma experiência criativa na relação com o mundo.  E é somente sendo criativo que o indivíduo descobre-se a si mesmo. Quando brinca, a criança experimenta a si mesma surpreendendo-se através de seus gestos autênticos. Além disso, exercita a sua imaginação buscando sentidos e significados próprios, o que é fundamental para a produção de conhecimento.

            A criatividade da criança, porém, pode ser facilmente inibida por um pai ou uma mãe que saiba demais. Apesar das melhores das intenções, é preciso conter-se de expressar o que se sabe nestes momentos para não bloquear a espontaneidade da criança. Sem a espontaneidade, o indivíduo se assemelha a um robô, que está submetido à outra pessoa ou a uma máquina. E esta submissão traz um sentimento de inutilidade, uma vez que o mundo é sentido apenas como algo a que se ajustar e se adaptar. Quantas vezes nós adultos nos sentimos assim ao realizarmos atividades que vão de encontro ao desejo do outro, mas que nada têm a ver com nós mesmos!

             É importante destacar que a criatividade aqui referida não é apenas aquela da criação de grandes obras de arte glorificadas pelo público, mas sim se relaciona a um viver criativo, autêntico, a um colorido em relação à vida, ao estar vivo, à sensação de que “a vida é digna de ser vivida”, conforme definido pelo psicanalista inglês D.W. Winnicott. Esta sensação é construída a partir da qualidade das primeiras relações da criança com seu ambiente, mãe e pai.

              Ao brincar, a criança elabora seu mundo interno através da realidade externa. Através do brincar a criança vive o interjogo entre o mundo interno e o mundo externo. A criança manipula objetos da realidade externa para tematizar questões de sua realidade psíquica. Por exemplo, quando a criança brinca de “deixar cair coisas” ou de “esconde-esconde”, pode estar brincando de desinvestimento, desprendimento do outro, separação, desaparecimento e aparecimento.

               Brincar é próprio da saúde e muitas vezes autocurativo. Brincar, essencialmente, satisfaz. O brincar é um lugar de repouso. Para que a criança possa brincar, ela precisa poder estar só consigo mesma, com a confiança de que os adultos que ama estarão lá quando ela precisar deles.

Brincar, portanto, não é pouca coisa. Brincando criamos o mundo!   Você já brincou hoje?


Postado por Alessandra Lucchetti

sexta-feira, 18 de março de 2011

PAIS NA ESCOLA

Ao final de cada bimestre, as escolas reúnem os pais, a fim de conversar sobre os alunos e fazer a entrega dos boletins.
Porém, uma reunião de pais não pode ser simplista ao ponto de se voltar apenas para questões comportamentais e de notas.
Ao contrário, a cada momento com os familiares dos alunos, a escola deve estar preparada para demonstrar o desenvolvimento do trabalho pedagógico, dando segurança aos pais de que aquele ambiente bem como os profissionais que ali atuam estão capacitados para promover a aprendizagem.
Para que isso aconteça e os pais saiam satisfeitos da reunião, descreva os progressos de cada aluno, como chegou à determinada série e como têm evoluído, quais aprendizagens já conquistou, como está seu aspecto emocional, sua socialização com o grupo, a segurança quanto aos conteúdos trabalhados, a concentração durante as aulas, principais habilidades, principais dificuldades, sua participação e envolvimento com os mesmos, além do compromisso com as tarefas e pesquisas sugeridas.
É importante ressaltar sobre a participação da família para se atingir um processo educativo de qualidade. As crianças precisam de atenção, têm necessidade em compartilhar suas tarefas com os pais, precisa da opinião do outro para satisfazer seu ego.
Através de reuniões constantes com o grupo de profissionais da escola, os mesmos vão tendo segurança em compartilhar esses elementos com os familiares dos estudantes, pois as discussões em grupo favorecem uma dinâmica de troca de experiências que só tende a enriquecer o trabalho pedagógico da instituição.
Para garantir a qualidade da reunião e a satisfação dos pais quanto à mesma, a escola deve se preocupar em promover um momento pedagógico de qualidade. Seguem algumas sugestões:
- Iniciar a reunião com a leitura de um texto sobre relacionamento entre pais e filhos pode ser uma ótima oportunidade para reflexão de todos, além de abrir espaços para discussões acerca do tema;
- Algumas dinâmicas podem ser propostas a fim de integrar a equipe escolar aos pais, dando abertura para os mesmos se arriscarem em algumas tarefas. Com isso, um momento de tensão torna-se uma ocasião de convivência harmoniosa e aconchego, experiências positivas para todos os envolvidos;
- A reunião deve ter uma pauta de assuntos a serem tratados, para não se voltar para casos isolados, o que sempre acontece;
- Depois de discutidos os temas da pauta, finalize a reunião abrindo espaço para esclarecimento de dúvidas e sugestões. Nesse momento, os professores deverão entregar uma pequena lembrança da reunião.
Com certeza uma reunião bem planejada é sempre um sucesso e agrada a todos, além de ser uma demonstração da qualificação dos profissionais da escola.