Psicopedagoga

Psicopedagoga
Alessandra Lucchetti

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Significado da palavra “ brincar ’’

·         Segundo “ Aurélio ’’: ( divertir-se infantilmente: por brincadeira; gracejar; passatempo, ato e efeito )


·         Winnicott: destaca que o brincar e a aprendizagem estão intimamente ligados. Considere que a esfera lúdica, num plano emocional, é revitalizadora tanto quanto mediadora da aprendizagem que, por sua vez, possibilita a criação.

Brincar e a realidade

·         É fundamental brincar com o pequeno desde o nascimento, pois os estímulos visuais, táteis e sonoros das brincadeiras ajudarão serão muito úteis no processo de evolução do bebê. E se você pensa que precisará de brinquedos e apetrechos, saiba que está enganado: os pais são a grande diversão  dos bebês!

Timidez não é defeito

TODA CRIANÇA tem o direito de ficar sozinha e quieta.
Toda criança tem o direito de não ser extrovertida, de gostar de brincar com poucos colegas e de não responder a todas as perguntas que os adultos lhe fazem, inclusive -e principalmente- pais e professores.
A criança tem o direito de ser tímida!
Mas, pelo jeito, estamos roubando esse direito dela.
Já faz um tempo que "participar" das aulas na escola, mesmo que seja falando qualquer bobagem, tem sido uma atitude exaltada e incentivada pela maioria dos educadores.
Receber muitos telefonemas, convites para festas, para brincar na casa de colegas da escola ou mesmo para viajar no final de semana tem sido tratado como índice de boa socialização.
Os pais, em geral, se preocupam quando os filhos, mesmo os menores de seis anos, não são "populares" entre seus pares.
Mas o problema é que, agora, estamos exagerando. Não basta considerar a timidez um defeito: queremos transformar essa característica em patologia, tratar.
Isso já é demais.
A mãe de um menino de dez anos me escreveu contando que a escola que seu filho frequenta promoveu uma palestra para os pais com o título "Como tratar as crianças tímidas". Ela foi, ouviu tudo e voltou preocupada.
Agora, essa mãe acredita que precisa levar o filho para um tratamento psicológico porque, segundo aquilo que ouviu na escola, ou pelo menos o que interpretou do que lá foi dito, o futuro do filho não será lá muito promissor caso ele não consiga superar a timidez que hoje apresenta.
No mundo da diversidade, não suportamos as diferenças, é isso?
Queremos que nossos filhos tenham todos os brinquedos que os colegas têm. Queremos que viajem para os mesmos lugares que seus pares contam ter visitado, que usem as roupas e os calçados das mesmas marcas que a maioria dos colegas e que se comportem de modo semelhante ao da maioria.
Acreditamos que crianças padronizadas e uniformes formam um grupo, e que os diferentes são excluídos dele.
Isso é uma grande violência que nós praticamos contra os mais novos.
Afinal, será que desconhecemos que o mundo tem lugar para todo tipo de pessoa?
Será que ninguém conhece adultos bem-sucedidos em sua profissão e que são extremamente tímidos na vida social?
Conheço pessoalmente vários casos assim e, por leitura de biografias, muitos outros. Escritores, cientistas com renome internacional, artistas, professores etc.
E adultos muito extrovertidos, com uma vida social intensa e uma rede de conhecidos enorme, mas que apesar disso são infelizes e não realizados na vida: será que ninguém conhece?
Temos tratado as crianças de uma maneira muito pouco respeitosa. Não suportamos que elas sejam muito ativas, rebeldes, que fiquem tristes, que reclamem, que desobedeçam, que queiram ficar quietas, que não parem que sejam tímidas.
Ora, queremos formar uma massa de crianças medianas ou medíocres?
Vamos deixar as crianças tímidas em paz. Elas podem mudar na adolescência. Aliás, as muito extrovertidas também podem se transformar em tímidas nessa mesma época da vida.
Timidez não é defeito, tampouco doença. É apenas uma característica e, se a criança tiver oportunidades de ser aceita e reconhecida da maneira como ela é no momento e aprender a não permitir que esse seu traço impeça a sua vida de acontecer, ela crescerá de acordo com seu potencial e conseguirá, sim, encontrar meios de viver de acordo com esse seu jeito de ser.
Se, ao contrário, insistirmos para que ela altere essa sua característica, aí sim, nós poderemos atrapalhar o seu desenvolvimento e prejudicar o seu autoconhecimento, o que é fundamental para qualquer pessoa viver melhor.

Fonte: ROSELY  SAYÃO é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?"

sexta-feira, 8 de abril de 2011

DISLEXIA

É muito comum notar na sala de aula alguns alunos que têm dificuldade em aprender. Nem sempre é preguiça ou falta de interesse. Eles podem ter dislexia, um problema (distúrbio) de linguagem que atrapalha o aprendizado das crianças.

Segundo dados da Associação Brasileira de Dislexia, cerca de 10% dos alunos da rede de ensino no Brasil têm esse distúrbio. São crianças que penam para ler, escrever, interpretar textos e memorizar, pois trocam uma letra por outra, escrevem letras a mais ou a menos...  Não é doença

A dislexia é hereditária (passa de pai para filho), mas não é uma doença. É uma disfunção neurológica (do sistema nervoso): "a informação faz um caminho mais longo e demora um pouco mais para se processada", explica a psicóloga Mônica Bianchini.

Ajuda especializada
O distúrbio é identificado entre os 7 e os 14 anos, quando as crianças começam a ter problemas na escola. Quanto mais cedo a dislexia for detectada, melhor, pois mais rápido o tratamento (com psicólogos e fonoaudiólogos) vai fazer efeito!

FONTE:

sábado, 26 de março de 2011

Medo de Aprender

É comum de todo ser humano a busca pelo equilíbrio, estar em consonância com o corpo, com a mente e com o meio em que vivemos, mesmo que inconsciente, é a performance das nossas lutas diárias. Quem não tem medo do novo, das novas experiências? Mas também, quem não tem vontade de se arriscar, de ir além e tentar? Com as crianças não é diferente, elas buscam suas realizações e buscam resolver seus conflitos o tempo todo.
Aprender é bem mais que um costume, ou algo embutido na sociedade para elevar o conhecimento, falamos aqui de uma aprendizagem característica da racionalidade humana, cujo aprender é uma necessidade e não uma formalidade. E por ser uma necessidade, não adianta tentar fugir, de uma forma ou de outra depararemos com alguma situação envolvendo algum de tipo de aprendizagem.
Ter medo de aprender é muito comum, a busca do equilíbrio pessoal começa travando em nossa mente uma guerra entre conceitos prontos e a construção do nosso próprio pensamento através da lógica e da nossa experiência, exigindo o tempo todo um novo olhar daquilo que tivemos um primeiro contanto para gerar a zona de aprendizagem. Dessa forma, “o medo de aprender é, portanto, desencadeado pelo antagonismo que existe de fato entre as exigências da aprendizagem, legítimas e incontornáveis, e os meios que certas crianças empregam para manter seu equilíbrio psíquico”, escreve Boimare (2007).
Resguardar-se, não participar, calar-se para a aprendizagem é uma forma utilizada pela criança para se manter numa zona de conforto. Pensam que o silêncio ou o anonimato podem tornar a vida mais fácil, sem cobrança, sem avaliações, sem motivos para “sofrer” demais. Nas tentativas de desenvolver a aprendizagem infantil, muitos professores aplicam métodos forçando a criança a aprender, como se a aprendizagem pudesse ser forçada.
Imagina-se uma criança que sabe declamar uma poesia perfeitamente, chama atenção de todos pela beleza que usa as palavras rimadas, essa criança pode não saber nada de poesia, pode não saber nada sobre a construção histórica do texto poético e, mesmo assim, declama muito bem o texto. Neste caso vê-se uma aprendizagem mecânica – se copiar uma poesia dez vezes poderia qualquer criança, decorar e declamar uma poesia. Entretanto, se o aprender é instigado através da própria realidade e das exigências emplacadas pela aprendizagem, da necessidade de aprender, a criança estabelece um vínculo entre a vontade, complexidade e exigências da própria aprendizagem.
O professor deve atentar-se para as aprendizagens forçadas, não se pode forçar o aluno a fazer aquilo que para aquele momento não é interessante. Não se deve generalizar este caso, mas seria bem mais interessante e aplicável questionar acerca do estado físico e emocional da criança no momento de se apresentar novos ensinos. Provocando o medo de aprender e insegurança de tentar, resistindo e criando suas próprias barreiras na concepção de novas aprendizagens.

Ai a autodesvalorização cede lugar aos medos de colapso, de abandono, de fragmentação, de perda de unidade, de vazio interior, de carência em relação às necessidades fundamentais. Logo então compreendidos, ao ver essas crianças trabalharem intelectualmente, o quanto o próprio instrumento – seja de memória, sejam os parâmetros psicomotores, a concentração e até o manejo de linguagem – pode ficar perturbado, ou mesmo prejudicado, com a aproximação desses medos. (Boimare, 2007, pag 26)


Em vista disso, e com base nos estudos de Boimare, pode-se concluir que o importante é não permitir que aprendizagem se perca e se corrompa, a zona de conflito provocado pelo medo de aprender deve ser mediada pela observação feita pelo professor e pelo cuidado de não forçar a aprendizagem. Compreendendo que o aprender é uma necessidade exigida internamente e individual, e que não pode ser confundida com uma formalidade forjada e calculista.


Postado por Alessandra Lucchetti

TAREFA DE CASA

A tarefa de casa é um momento especial para que o aluno reforce os conteúdos trabalhados em sala de aula.
Muitas vezes, a família não percebe sua importância para a vida escolar do estudante, propondo outras atividades no horário que deveria ser destinado a esse fim.
Criar uma rotina e horário de estudo para ser seguida em casa, ajudará o estudante a memorizar os conteúdos, compreendê-los e se sentir seguro para realizar as provas.
A tarefa de casa não precisa estar, necessariamente, ligada ao conteúdo que o professor trabalhou, mas pode ser uma oportunidade de ter contato com um novo assunto, que será abordado em outras aulas, como disparadora de um tema.
Por trás das tarefas de casa sempre há um objetivo que o professor quer atingir, motivo pelo qual os estudantes devem levá-la a sério.
Pesquisas na internet, em jornais ou em revistas proporcionam um contato com o cotidiano de nossas vidas, além de favorecer a relação do aluno com a leitura, elemento fundamental para o desenvolvimento de uma boa escrita.
Os pais podem e devem ajudar os filhos no que diz respeito à interpretação dos enunciados das tarefas, orientar as pesquisas, sugerir ideias para os trabalhos, mas nunca assumir a responsabilidade das mesmas, fazendo-as no lugar dos filhos.
Em consequência da vida moderna, os pais trabalham muito e quando chegam em casa não querem ajudar. Se a família orientar o estudante quanto aos horários em que deve fazer suas tarefas e ainda que estas devem ser feitas com responsabilidade, aos poucos o mesmo irá perceber que é como as outras atividades de sua rotina, como arrumar e organizar seus objetos ou brinquedos depois de usá-los.
O que não pode acontecer é a família se negar a dar apoio, pois muitas vezes a criança ou jovem não consegue mesmo entender o solicitado, e fazem desse momento alvo de tensões e desentendimentos entre pais e filhos.
Mentir aos pais dizendo que a tarefa foi feita também é um fator agravante na rotina escolar. O aluno que não cumpre com seus deveres, não entrega trabalhos e não faz as tarefas, costuma perder pontos que poderiam lhe ajudar no fechamento das médias do bimestre.


Postado por Alessandra Lucchetti

sexta-feira, 25 de março de 2011

Autoria de Pensamento

A epistemologia genética aborda sobre o sujeito de conhecimento, sujeito epistêmico, que edifica a organização de suas estruturas cognitivas e que através da assimilação e da acomodação, ajusta-se ao meio. O sujeito epistêmico é aquele que edifica em sua mente um tipo de modelo interno do mundo que o cerca, e o prepara, à medida que entra em contato com os estímulos do meio ambiente, aperfeiçoando-se em estágios, ao longo da vida. Na Psicanálise, percebe-se um sujeito desejante, pois trabalha com questões indispensáveis para as explicações dos aspectos inconscientes e transferenciais na aprendizagem. A Psicopedagogia determina seu o próprio sujeito, sujeito próprio da Psicopedagogia o ensinante-aprendente, ou seja, o sujeito da autoria de pensamento (FERNÁNDEZ, 2001).
Para falar da autoria de pensamento, é necessário entender de que forma a inter-relação entre sujeito desejante e sujeito cognoscente dá origem ao sujeito da Psicopedagogia: o sujeito aprendente. No sujeito cognoscente, observa-se a inteligência, a edificação do conhecimento a partir do sistema cognitivo. A Epistemologia Genética pontua a gênese do conhecimento, das questões ligadas ao cognitivo, busca limitar o que é comum a todos os seres humanos no processo psicológico de edificação do conhecimento. O sujeito epistêmico tem seu sistema cognitivo composto por estruturas, onde a unidade é o esquema. Toda e qualquer atitude/ação pede um esquema e caso este não esteja disponível, causa um desequilíbrio provocando o movimento de assimilação (transformação do objeto de conhecimento), acomodação (transformação do organismo). Com a assimilação/acomodação novos esquemas são constituídos e toda a estrutura se transforma voltando ao equilíbrio. A Psicopedagogia trabalha com o movimento de ambos. É no espaço de mudanças entre o sujeito cognoscente e o sujeito desejante que se possibilitará o nascimento do sujeito aprendente (FERNÁNDEZ, 2001).
Vale ressaltar o quanto é importante que o adolescente caminhe em busca de sua autoria de pensamento. Para a educação e para a sociedade onde o indivíduo está inserido, esse assunto é de suma importância. A palavra “autoria" aqui empregada é na condição que um indivíduo tem de definir suas atitudes, consciente de sua intenção e desejo e tendo condições de edificar seu pensamento. Proporcionar autoria é autorizar que alguém seja agente de suas atitudes de maneira segura, consciente. Os indivíduos acostumados a percorrerem modelos, que são submetidos a outras, serão apenas imitações e cópias de pensamentos acabados, prontos, padrões. Esta submissão será uma forma comodista que estes indivíduos encontram para se tornarem (re)produtores (FERNÁNDEZ, 2001).

“O processo de construção da autoria é contínuo e complexo, pois envolve o reconhecimento da autoria de pensamento e o posicionamento diante das modalidades de aprendizagem do sujeito, portanto, da singularidade “ (RUBINSTEIN, 1999 p28)

Aprender afirma um reconhecimento da passagem do tempo, do processo construtivo, o qual encaminha à autoria. Aprender é edificar espaços de autoria e, concomitante é um modo de resituar-se diante do passado (FERNÁNDEZ, 2001).
O sujeito autor do seu pensamento interage com o mundo que o cerca, e por interagir que é um ser social, depende do Outro para aprender interagir. Aprende porque se espelha no outro, porque se vê no outro.
Autoria de pensamento é ter condições de aceitar um pensamento próprio que me distingue do outro, que permita uma separação entre fantasia e realidade e que seja possível modificar-se em um ato/ação (FERNÁNDEZ, 2001).
É preciso alguns requisitos à autoria de pensamento: liberdade, autonomia e criatividade. A liberdade abrange levantamentos de questões crítica interna que se formam a partir de um questionamento externo das necessidades nas quais o eu é formado, um longo desafio individual e coletivo para edificar uma ação. Na autonomia o sujeito pode por si só, através do uso da razão, determinar suas certezas, libertando-se do que a tradição procura impor às consciências. A autonomia intelectual é resultado dos domínios da razão. Já a criatividade tem como uma das características principais, a capacidade de aprender e ver antes alguns resultados de atos imaginados é a possibilidade de fazer modelos do mundo. Ousar, expor, analisar, o desconhecido, obter um resultado favorável, vencer o medo de errar é também praticar a criatividade, é formar-se como um sujeito autor de sua autoria, autor de seu pensamento, é formar-se um sujeito aprendente (LIMA, 1899).

Postado por ALESSANDRA LUCCHETTI

Adolescente - Família - Escola - Sociedade

Para compreender o adolescente é necessário primeiramente compreendê-lo enquanto criança e como sua base foi edificada.
Em geral o bebê nasce, cresce, vive e atua em um mundo social. É na ação recíproca com outros indivíduos que as necessidades do ser humano tendem a ser atendidas. Essas necessidades são indispensáveis em sua própria sobrevivência física, psicológica. Também é fundamental que através do contato humano que a criança aprende a linguagem e por meio dela, começa a se comunicar com outros indivíduos e ordenar, classificar e organizar seu pensamento.
E que a partir da base e formação que essa criança recebe, e vivendo em sociedade, que capta e aprende projetar, planejar, direcionar e analisar o seu esforço e movimento, e que ao longo desse processo, ela pratica alguns erros, pense e pondere sobre ele, desafia a possibilidade de corrigí-los, experienciando, vivenciando novas sensações, sentimentos, fases de ansiedades e de tranqüilidade. Todo esse processo vem edificando-o enquanto ser e lhe dando uma base mais sólida para que possa crescer, desenvolver, amadurecer e começar a ter suas atitudes e pensamentos próprios, se descobrindo enquanto um adolescente (sujeito) transformador e capaz de trilhar seu caminho rumo a sua autoria de pensamento tornando-se assim um sujeito autor de sua própria história, pois também na interação e convívio com a sociedade, através das atividades práticas realizadas, que se criam as condições para o aparecimento da consciência, que é a capacidade de diferenciar entre as propriedades objetivas e estáveis da realidade e aquilo que é vivido subjetivamente.
O adolescente (sujeito) passa por um processo de desenvolvimento, do qual edifica de modo ativo as relações que estabelece com o mundo físico e social, suas características.
O adolescente passa por varias transformações, cada qual em idades diversificadas, e não podem fazer nada a não ser esperarem por essas transformações. Muitas vezes essa espera causa certa tensão considerável, principalmente quando as mudanças vieram tardiamente. Não se refere apenas à mudança sexual, mas também no sentido de crescimento físico, cognitivo e emocional.
Somente a passagem do tempo e a experiência do viver farão com que o adolescente (sujeito) aceite de modo gradativo a responsabilidade por tudo que está ocorrendo no mundo da fantasia pessoal, o adolescente se encontra num processo de crescimento.
Na fase do crescimento o adolescente, vai se tornando independente, e começa ir em busca do mundo adulto. O crescimento do adolescente se dá não apenas por algo que seja herdado, mas também por fazer parte de um meio ambiente facilitador
Na visão interacionista enfatiza-se que o organismo e o meio desempenham ação recíproca. Uma afeta o outro e essa interação provoca transformações sobre o indivíduo. É, pois, na ação da criança com o mundo físico e social que as características e singularidades desse mundo vão sendo conhecidas. Para cada criança, a edificação desse conhecimento demanda elaboração, ou seja, uma ação sobre o mundo. É partir dessa ação da criança com o mundo, que vai capacitando, desenvolvendo-o, e no decorrer de seu desenvolvimento, e, quando atinge sua fase da adolescência, se percebe como um ser independente, transformador, com suas habilidades e capacidades, edificando-se no processo de sua caminhada rumo a suas buscas, conquistas, realizações, e assim uma estruturação emocional e física, dando-o condições de ser um sujeito autor       
Ressalto ainda que a Família-Escola-Sociedade contribuem para a formação do adolescente à caminho de sua autoria de pensamento, possibilitando assim uma base em seu aprendizado enquanto sujeito autor de sua própria história.
Os pais e educadores, apesar das modificações pelas quais passam a família, esta permanece como a base de toda influência no comportamento, no emocional e na ética do adolescente.
A família e a escola passam ser um meio de apoio e estímulo, fortificando assim o ser humano, marcando sua vida. A parceria, a relação entre família e escola necessita ser fortificada e ambas com vistas à realização de um objetivo comum, pois quanto melhor for a parceria, mais positivos serão os resultados na formação do sujeito.
A parceria entre Família-Escola-Sociedade que se estabelece de maneira direta ou indireta com o sujeito que irá contribuir e fazer um diferencial na constituição do sujeito

postado por Alessandra Lucchetti